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Educação financeira para crianças: de quem é essa responsabilidade?

@Fonte: Educa Mais

Sexta, 02 de agosto de 2019

A educação financeira para crianças tem se comprovado uma prática que melhora de forma significativa a relação dos jovens e adultos com o dinheiro. A matéria possibilita que a criança aprenda a controlar os gastos, planejar as finanças e a consumir de forma responsável. Dessa forma, adquire-se maior maturidade para lidar com as questões financeiras ao longo da vida adulta.

Diante de tantos benefícios da educação financeira para crianças, um questionamento comum diz respeito à responsabilidade de instruir os pequenos sobre as melhores práticas para as finanças. Seria a escola ou a família a grande responsável por apresentar esse conhecimento para os pequenos?

- Educação financeira na escola:

A educação financeira nas escolas pode ocorrer através de disciplina específica para essa finalidade ou introduzindo o conceito em matérias mais tradicionais, como nas aulas de matemática. As instituições de ensino desempenham um papel importante na preparação das crianças para administrarem e vivenciarem diferentes aspectos da sua vida, incluindo a questão financeira.

Por isso, as escolas devem, além de ensinar as noções e ferramentas de cálculo, orientar os alunos sobre como interpretarem a realidade de forma adequada. Incluir questões relacionadas à educação financeira desde os primeiros anos da educação infantil também é outro diferencial. Isso porque os anos iniciais da vida escolar são fundamentais para a construção da base do projeto de vida dos indivíduos.

Apesar de algumas pessoas ainda sentirem um pouco de dúvida se a educação financeira deve ser incluída ou não no currículo escolar, é importante que essas noções sejam trabalhadas o quanto antes. Por conta disso, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabeleceu que finanças será um dos temas transversais do ensino fundamental.

- Educação financeira na família:

A família também deve estar envolvida com a educação financeira para crianças. Esses ensinamentos não estão restritos às salas de aula e devem estar inseridos no ambiente familiar. Existem algumas atitudes que os pais podem adotar para incentivar uma consciência com relação ao dinheiro.

Uma das dicas é ensinar a criança a comparar preços quando for ao supermercado e analisar fatores como custo e benefício. Dar mesada também traz grandes ensinamentos. O valor não deve ser o fator principal. Mesmo que seja de centavos, é necessário que esse não seja apenas um dinheiro que a criança recebe todos os meses, mas é importante que entenda a importância de planejar e se comprometer com os seus sonhos e desejos.

- Parceria família-escola:

A educação financeira das crianças deve ser de responsabilidade da escola e da família. Na verdade, é comum a ideia que toda a sociedade deve se sentir um pouco responsável pela educação das crianças. Para alcançar, de fato, os objetivos a que se propõe, as estratégias da educação financeira devem ser trabalhadas nas instituições de ensino e nos ambientes familiares.

Essa noção é válida para a educação como um todo. Por isso discute-se tanto a importância da parceria família-escola. Assim como nos outros quesitos, a forma como os pais lidam com o dinheiro também serve de exemplo para a forma como a criança se relacionará com o dinheiro. Portanto, a educação financeira perpassa por diferentes espaços e deve ser um tema recorrente na sociedade para evitar adultos compulsivos e continuamente endividados no futuro.